Aventuras de um airsofter independente

Mais Recente

Coisas que oiço e leio

Ghillie Suite

Numa casa é um quarto (normalmente do casal) que tem casa de banho própria mas com a particularidade de estar de tal forma ornamentada que não se vê. Num hotel é tipo uma coisa cara… Não confundir com ghillie suit… nunca na vida!

Hip-Hop

Toda a gente sabe o que é hip-hop. Não confundir com hop-up.

LG

É uma marca de equipamentos electrónicos de uso principalmente doméstico. Não confundir com AEG.

Mag Punch

Acto de socar os carregadores. Desconheço porque alguém faria tal coisa. Não confundir com mag pouch.

Milsing

É uma forma musical moderna, inventada em Portugal e que depressa se espalhou por todo o nosso lindo país. Resume-se a cantar enquanto se está numa formatura, fardado e de cuspidora de BBs na mão. Não confundir com Milsim.

Red Hot

Diminuitivo de Red Hot Chilli Peppers. Não confundir com red dot.

Respond

Não faço puto ideia que porra é esta. Não confundir com respawn… interrogo-me se alguém sabe o que é efectivamente um respawn no entanto.

Respau

Ver anterior…

Respond

Sinónimo algo formal de ‘answer’. Ver os dois anteriores…

Springler

Desconheço o que possa ser. Fiz uma busca na net e só vi cães, presumo que seja um nome comum de cachorro num país qualquer. Não confundir com ‘springer’, diminuitivo fofinho para as réplicas de airsoft a mola.

Fogo Amigo

Tal como mencionei num post anterior, sou tipo para gostar de atirar. Acresce a isto o facto de, pela primeira vez na longa e já épica vida deste blog, estar a escrever sobre algo que me deixa com ligeira azia: fogo amigo. Mas porque acho que o que levou ao nascimento deste berloque foi uma atitude positiva, vou tentar abordar o tema de uma forma positiva, começando por dizer:

Mas está tudo BURRO ou o quê?

Pronto, agora que já tirei o mau feitio do meu sistema linfático com a ajudar de uma seringa de pasteleiro, vamos lá dissecar porque é que há fogo amigo, na vã esperança de que deixe de haver(*).

Regras de segurança

Existem regras de segurança de armas de fogo (das a sério, não destas perigosíssimas réplicas) que evitariam muito fogo amigo. Estas regras descritas de muitas formas dependendo da entidade que as usa dizem sucintamente o seguinte:

  • Tratar qualquer arma como se estivesse carregada
  • Não apontar uma arma a um alvo sobre o qual não se queira disparar
  • Não ter o dedo no gatilho até se adquirir o alvo

Estas regras impediriam muito fogo amigo mas na sua essência são também regras de segurança que no caso de armas reais podem salvar vidas e no caso do airsoft podem evitar acidentes.

Comunicações

Se o mais elementar desrespeito pelas regras de segurança é o principal motivo de fogo amigo acidental, atrevo-me a dizer que as comunicações (sua falta ou mau uso) são o motivo do fogo amigo mais grosseiro. Quem é responsável pela comunicação é quem está a chegar a uma área que reconhece como sendo defendida pelos seus, sem excepções.

Há um mundo de factores que pode interferir no melhor julgamento de quem está a defender uma posição ou área. Estabelecer comunicação e notificar quem está a defender a área é mais de meio caminho andado para não se levar com um baguito no lombo.

Aquisição de alvo

Já vi serem eliminados de jogo “civis” que deviam ser protegidos e elementos da mesma facção porque tinham “um camuflado parecido”. Já vi serem atingidos marshals de jogo, reportéres fotográficos, carros (devia ser da camuflagem também) e até airsofters perfeitamente identificados como estando eliminados.

Adquirir um alvo é difícil. Garantir que o alvo é correcto é o segundo passo, não o terceiro. O terceiro é decidir o que fazer com o alvo adquirido e só depois agir. Normalmente à aquisição do alvo segue-se fogo. Obviamente está errado.

Resumindo, dedo fora no gatilho, pilhas dos rádios carregadas, olhos bem abertos e cérebro. E é o fim do fogo amigo, pelo menos até termos ataques aéreos… com aviões… mesmo daqueles com asas e tudo. Mas consta que é mais caro do que uma Tokyo Marui… não sei, ouvi dizer…

(*) Foi um apontamento humorístico. Vejo-me forçado a explicar porque é de tão fraca qualidade que só eu é que entendi quando escrevi. Mal o li logo entendi que era necessária uma pequena justificação.

Treino Berget 09.04.2011

Nota prévia da redacção do blog: é com enorme insatisfação que a redacção deste blog informa os cinco leitores do mesmo que o conselho de administração desta chafarica não se digna a ir ver porque raio é que não consegue abrir o painel de administração quando a dita redacção usa o portátil que está na sala levando assim ao atraso na publicação de rescaldos de eventos realizados no fim de semana.

Admito que o convite que me foi feito (obrigado Stuntman, HOT e restante contingente lusitano) me deixou quer orgulhoso quer excitado. O objectivo era o treino conjunto dos portugueses que vão integrar a NAF 6th Airborne Infantary Batallion comandada pelo Blackwolf. A juntar a isto, o treino era realizado na Escola Prática de Artilharia com o apoio e participação de militares dessa unidade que, pela sua natureza e localização, dispõe de áreas extraordinárias para o desenvolvimento de tudo o que o airsoft pode oferecer.

No meio de tanta gente não foi de estranhar encontrar tanta cara conhecida mas melhor ainda foi juntar outras tantas caras a nicks. Mas o que interessava, o que estava verdadeiramente em causa era treinar aqueles tipos de desert e lá fomos. Defender perímetro, emboscar, defender instalações, comer umas belas bifanas, atacar instalações e para acabar (e descontrair) um épico confronto napoleónico.

A minha prestação? Bom… quero imaginar que ajudei a treinar a malta do Berget porque entre emboscar um IN que se moveu quase miraculosamente quando fiz fogo e ser eliminado com fogo amigo de um jovem que se deitou com o dedo no gatilho, não fiz nada de jeito. Fui a nódoa das nódoas, o azarado de serviço, o iman de BBs.

Mas diverti-me à brava e não fui o único!

Em relação ao valentes portugueses que vão esbagalhar no Berget, estiveram bem, penso que cumpriram todas as missões e é meu desejo que se divirtam muito no Berget!

Nota final do conselho de administração do blog: a redacção do blog que levante a peida do sofá suba dois lanços de escadas e tem lá dois computadores que abrem o painel de administração do blog sem qualquer problema! A administração gostaria de aproveitar o espaço para dar as boas vindas aos três novos leitores.

Formar novos airsofters

Quando jogamos airsoft depositamos uma total confiança na honra e fair-play de quem joga connosco. Sem este binómio de factores o jogo não é possível. A existência de praticantes que não comungam dessa total confiança e/ou da honra e fair-play é que criam as situações desagradáveis no airsoft.

Assim, mais importante do que gaitas (leia-se armas) e tácticas e (i)legalidades e outras futilidades que mudarão com o passar do tempo é totalmente imperativo formar novos airsofters naquilo que define a prática do airsoft e que (espero eu) nunca mude: honra e fairplay. Na minha opinião essa formação é muitas vezes inexistente ou deficiente e eu estou convicto que tal acontece porque quando alguém se inicia não é suficientemente desvinculado da desconfiança da honra do outro. Foram poucos os praticantes que nos seus primeiros jogos não tenham ficado com a ideia de que acertaram noutro e que esse não gritou “morto!” e ainda menos os que logo no local tenham sido rectificados em relação à miserável probabilidade de terem, de facto, acertado.

Dizia-me a minha avózinha (e ainda diz que a senhora é rija) que “quem desconfia não é de confiança” e isto leva-me a achar que se retirarmos as criaturas francamente batoteiras, todos os outros imortais são crentes que elevam o seu estatuto porque se os outros são imortais, então eles também o são para equilibrar… é de mim ou isto não funciona? e é de mim ou se repusermos a confiança no outro só sobram mesmo uma mão-cheia de gajos que vão ficar (um dia assim espero) a jogar sozinhos ou só entre si?

Por isso é imperativo que cada um de nós forme novos airsofters de uma forma positiva, com uma atitude disruptiva que esteja ao nível da total confiança na honra do outro que faz do airsoft ser o que é. Para isso é preciso que as equipas recrutem pelos bons motivos e não para fazer número. Tenho um enorme orgulho nos jogadores que começaram a jogar airsoft comigo por perto e espero ter sido catalisador de uma atitude positiva e por isso acredito que é preciso que se confie e se apoie os novos jogadores porque os mais velhos que já estão encarquilhados de crenças e imortalidades vão acabar por se esfumar, demore os anos que demorar. É preciso incutir valores, não permitir aos novos praticantes um único passo em falso no que toca quer à confiança, quer à honra.

Dr. Musikman and Mr. FalcãoBravo

Vou falar de três individualidades no corpo de um mesmo gajo. Não é síndrome de múltipla personalidade, ou se é, responde por todos os nomes o que nem espanta porque o homem é louco. Vamos por partes:

Dr. Musikman

O Dr. Musikman é um médico de gaitas. Não, não é um urologista! É sim um tipo que monta e desmonta, afina, desfaz e refaz réplicas de airsoft. É inclusivamente o tipo que fez o que bem quis com as três AEGs que tive até hoje. Extremamente competente, afável e sempre disposto a explicar como, porquê e onde vai acontecer o quê, é o meu médico de gaitas de eleição, o tipo em quem eu deposito as minhas queridas cuspidoras de BBs para estarem sempre na sua melhor forma. E estão! SEMPRE!

Mr. FalcãoBravo

No entanto ao raiar da manhã dos dias mais bélicos o Dr. Musikman sai de cena e entra o Mr. FalcãoBravo. Este senhor é um exímio airsofter com aptidões viradas para o lado do sharpshooter/DM embora tenha uma predilecção por reconhecimento e eliminação sistemática de tangos.

Mr. FalcãoBravo nasceu no GEPA, não tecnicamente, mas pelo menos em termos da fina flor da sua clarividência táctica.

A terceira personalidade

A terceira personalidade, a maior parte das vezes dona e senhora das outras duas, é o meu amigo Telmo. Guardei para ultimo o que ele tem de melhor, que é ser um grande e bom amigo. Grande porque eu sou pequenito e ao pé de mim qualquer amigo é efectivamente grande! Bom amigo porque de facto o é. Tem defeitos como todos nós mas é um gajo para o melhor e para o pior como deve de ser qualquer amigo.

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