Tal como mencionei num post anterior, sou tipo para gostar de atirar. Acresce a isto o facto de, pela primeira vez na longa e já épica vida deste blog, estar a escrever sobre algo que me deixa com ligeira azia: fogo amigo. Mas porque acho que o que levou ao nascimento deste berloque foi uma atitude positiva, vou tentar abordar o tema de uma forma positiva, começando por dizer:
Mas está tudo BURRO ou o quê?
Pronto, agora que já tirei o mau feitio do meu sistema linfático com a ajudar de uma seringa de pasteleiro, vamos lá dissecar porque é que há fogo amigo, na vã esperança de que deixe de haver(*).
Regras de segurança
Existem regras de segurança de armas de fogo (das a sério, não destas perigosíssimas réplicas) que evitariam muito fogo amigo. Estas regras descritas de muitas formas dependendo da entidade que as usa dizem sucintamente o seguinte:
- Tratar qualquer arma como se estivesse carregada
- Não apontar uma arma a um alvo sobre o qual não se queira disparar
- Não ter o dedo no gatilho até se adquirir o alvo
Estas regras impediriam muito fogo amigo mas na sua essência são também regras de segurança que no caso de armas reais podem salvar vidas e no caso do airsoft podem evitar acidentes.
Comunicações
Se o mais elementar desrespeito pelas regras de segurança é o principal motivo de fogo amigo acidental, atrevo-me a dizer que as comunicações (sua falta ou mau uso) são o motivo do fogo amigo mais grosseiro. Quem é responsável pela comunicação é quem está a chegar a uma área que reconhece como sendo defendida pelos seus, sem excepções.
Há um mundo de factores que pode interferir no melhor julgamento de quem está a defender uma posição ou área. Estabelecer comunicação e notificar quem está a defender a área é mais de meio caminho andado para não se levar com um baguito no lombo.
Aquisição de alvo
Já vi serem eliminados de jogo “civis” que deviam ser protegidos e elementos da mesma facção porque tinham “um camuflado parecido”. Já vi serem atingidos marshals de jogo, reportéres fotográficos, carros (devia ser da camuflagem também) e até airsofters perfeitamente identificados como estando eliminados.
Adquirir um alvo é difícil. Garantir que o alvo é correcto é o segundo passo, não o terceiro. O terceiro é decidir o que fazer com o alvo adquirido e só depois agir. Normalmente à aquisição do alvo segue-se fogo. Obviamente está errado.
Resumindo, dedo fora no gatilho, pilhas dos rádios carregadas, olhos bem abertos e cérebro. E é o fim do fogo amigo, pelo menos até termos ataques aéreos… com aviões… mesmo daqueles com asas e tudo. Mas consta que é mais caro do que uma Tokyo Marui… não sei, ouvi dizer…
(*) Foi um apontamento humorístico. Vejo-me forçado a explicar porque é de tão fraca qualidade que só eu é que entendi quando escrevi. Mal o li logo entendi que era necessária uma pequena justificação.
Gostar disto:
Be the first to like this artigo.